Quando comecei a cursar a especialização, lembro que, na reunião de abertura, o coordenador do curso enunciou, talvez sem maiores intenciones: "nunca se esqueçam porque decidiram mudar de país". Essa reflexão direcionada aos estudantes estrangeiros, em sua maioria recém chegados, especificamente motivados em estudar, tem acompanhado como uma sombra todas as decisões tomadas por mim desde então.
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fines
Do lado sério da vida, aprender que a experiência de um processo pode ser mais gratificante que chegar ao fim é uma questão de maturidade. Do lado divertido, a sensação de terminar uma larga etapa também forma parte da aventura (aquele dizer adeus aos próprios medos e dar boas vindas a novos desafios). Em um mês finalizo uma etapa e começo outra, um pouco mais larga, intercortada por alguma burocracia acadêmica e migratória, e toda a ansiosidade que isso possa significar para uma neófita quase profissional, sempre em busca de novos fins.
Quando comecei a cursar a especialização, lembro que, na reunião de abertura, o coordenador do curso enunciou, talvez sem maiores intenciones: "nunca se esqueçam porque decidiram mudar de país". Essa reflexão direcionada aos estudantes estrangeiros, em sua maioria recém chegados, especificamente motivados em estudar, tem acompanhado como uma sombra todas as decisões tomadas por mim desde então.
A euforia do aqui e agora nubla a percepção de que todo o fim está marcado em seu início por uma finalidade motivadora. Chegar ao final sabendo porque começamos (e porque seguir adiante) é parte do motor dessa euforia, e uma oportunidade para olhar pra trás, mesmo no meio da neblina, para entender esse processo. Saber também os meios como chegamos, de forma consciente, ajuda a diminuir a ansiedades dos próximos fins, meios e fins, renovados, justapostos e sobrepostos, em movimento constante.
Quando comecei a cursar a especialização, lembro que, na reunião de abertura, o coordenador do curso enunciou, talvez sem maiores intenciones: "nunca se esqueçam porque decidiram mudar de país". Essa reflexão direcionada aos estudantes estrangeiros, em sua maioria recém chegados, especificamente motivados em estudar, tem acompanhado como uma sombra todas as decisões tomadas por mim desde então.
¡soy contra!
Uma das
mais polêmicas questões no âmbito do Design não é formal, é moral: "até
onde vai a responsabilidade do designer?". Na verdade isso serve para todo
tipo de profissional, mas principalmente àqueles que trabalham com comunicação.
Da prestação de serviço inquestionada à cumplicidade de valores, a discussão
simplesmente não tem fim já que cada profissional é guiado pelo próprio histórico
de clientes e projetos para defender ou relativizar esse impasse.
Há pouco
tempo me deparei com um trabalho do ilustrador/artista Joe Magee que adicionou
um pouco mais de tempero nessa reflexão. Magee voluntariamente colocou em risco
um contrato com um jornal, e obviamente uma fonte de renda, em nome da expressão genuína de sua opinião frente ao posicionamento editorial do mesmo
veículo que havia contratado suas ilustrações. A atitude chamou tanto a minha
atenção que terminei investigando mais a fundo, direto da fonte, como estudo de
caso para um artigo acadêmico. Na biografia do cara estão mais detalhes, com o
título "The Daily Telegraph Project, 2002". É impressionante.
Ajuste
As piores promessas são aquelas silenciosas, que um faz pra si mesmo quase em segredo. Contêm qualquer urgência, nem sempre calculável, e ainda algum medo de falhar. Creio que tirei a sorte grande uma vez que a “roda-viva” tem-me levado a caminhos bastante interessantes, com pessoas que compreendem o meu tempo. Até porque, o tempo segue a tua (própria) pulsação, enquanto o trabalho é capaz de atuar como um marca-passo. Duvida?
Explico: ainda que eu compactue com a ideia de que o trabalho te mantém são e vivo, ele tem que ser vocacional, honesto (com a tua verdade), caso contrário algo artificial pode seguir pulsando solitário e independente no teu peito, enquanto a vida, aquela que faz parte do segredo, já era.
Bom, é aí que entram as promessas. Elas carregam consigo uma verdade a vácuo, dizem quem és, o que desejas em tua vida, ou melhor, o que queres permitir pulsar em teu peito.
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