Quando comecei a cursar a especialização, lembro que, na reunião de abertura, o coordenador do curso enunciou, talvez sem maiores intenciones: "nunca se esqueçam porque decidiram mudar de país". Essa reflexão direcionada aos estudantes estrangeiros, em sua maioria recém chegados, especificamente motivados em estudar, tem acompanhado como uma sombra todas as decisões tomadas por mim desde então.
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fines
Do lado sério da vida, aprender que a experiência de um processo pode ser mais gratificante que chegar ao fim é uma questão de maturidade. Do lado divertido, a sensação de terminar uma larga etapa também forma parte da aventura (aquele dizer adeus aos próprios medos e dar boas vindas a novos desafios). Em um mês finalizo uma etapa e começo outra, um pouco mais larga, intercortada por alguma burocracia acadêmica e migratória, e toda a ansiosidade que isso possa significar para uma neófita quase profissional, sempre em busca de novos fins.
Quando comecei a cursar a especialização, lembro que, na reunião de abertura, o coordenador do curso enunciou, talvez sem maiores intenciones: "nunca se esqueçam porque decidiram mudar de país". Essa reflexão direcionada aos estudantes estrangeiros, em sua maioria recém chegados, especificamente motivados em estudar, tem acompanhado como uma sombra todas as decisões tomadas por mim desde então.
A euforia do aqui e agora nubla a percepção de que todo o fim está marcado em seu início por uma finalidade motivadora. Chegar ao final sabendo porque começamos (e porque seguir adiante) é parte do motor dessa euforia, e uma oportunidade para olhar pra trás, mesmo no meio da neblina, para entender esse processo. Saber também os meios como chegamos, de forma consciente, ajuda a diminuir a ansiedades dos próximos fins, meios e fins, renovados, justapostos e sobrepostos, em movimento constante.
Quando comecei a cursar a especialização, lembro que, na reunião de abertura, o coordenador do curso enunciou, talvez sem maiores intenciones: "nunca se esqueçam porque decidiram mudar de país". Essa reflexão direcionada aos estudantes estrangeiros, em sua maioria recém chegados, especificamente motivados em estudar, tem acompanhado como uma sombra todas as decisões tomadas por mim desde então.
Ajuste
As piores promessas são aquelas silenciosas, que um faz pra si mesmo quase em segredo. Contêm qualquer urgência, nem sempre calculável, e ainda algum medo de falhar. Creio que tirei a sorte grande uma vez que a “roda-viva” tem-me levado a caminhos bastante interessantes, com pessoas que compreendem o meu tempo. Até porque, o tempo segue a tua (própria) pulsação, enquanto o trabalho é capaz de atuar como um marca-passo. Duvida?
Explico: ainda que eu compactue com a ideia de que o trabalho te mantém são e vivo, ele tem que ser vocacional, honesto (com a tua verdade), caso contrário algo artificial pode seguir pulsando solitário e independente no teu peito, enquanto a vida, aquela que faz parte do segredo, já era.
Bom, é aí que entram as promessas. Elas carregam consigo uma verdade a vácuo, dizem quem és, o que desejas em tua vida, ou melhor, o que queres permitir pulsar em teu peito.
Diseño Latino
Eyjafjallajokull e o efeito borboleta
Fui um pouco na defensiva ao "5º Festival Internacional de Diseño", mas tive muitas surpresas positivas, apesar da primeira notícia do evento ter sido sobre o cancelamento de uma das palestras mais esperadas, que viria de além mar. A notícia rendeu "No Scott" como um "chiste" ao longo do evento que traria Si Scott para também ministrar uma oficina de ilustração.
Jeitinho latino
As surpresas ++ vieram do material, honestíssimo e despretensioso, apresentado pelos hermanos (da Argentina, do Uruguai e do Brasil), revelando que muita vontade de aprender e colocar em prática [o melhor projeto possível] possibilita uma visibilidade inimaginável (mesmo sem ter uma estação de trabalho de última geração). Ouvi histórias de projetos desenvolvidos em lan houses; clientes contatando from America depois de acessar um portfólio online; redes de tv contratando uns "flacos" para criarem o roteiro que quisessem, desde que mantendo o estilo autoral dos seus trabalhos pessoais. Genial. A constatação, boa ou ruim, é que para aprender design tem que fazer, e que fazer ainda é muito mais importante que saber, ao menos para quem compra esse serviço. Me deixa mais tranquila a consciência de que depois de estudar alguns anos em imersão acadêmica a gente erra menos no trivial, ainda que haja muito chão pela frente.
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